sábado, 20 de novembro de 2021

Apresentando o novo livro de Francisco Luiz Soares (por Armando Lopes Rafael)

Mesmo que você esteja em uma minoria, a verdade ainda é a verdade.
Mahatma Gandhi

   O professor e advogado Francisco Luiz Soares está lançando este novo livro – “A República dos Infiéis– A maldição do Imperador continua” – no qual aprofunda a análise da interminável “crise republicana” brasileira. Neste trabalho ele analisa os últimos “mandatos presidenciais” no Brasil, ou seja, os de 1990 aos dias atuais. Este volume é a continuação do livro anterior do autor – A Maldição do Imperador – lançado em 2000, fruto de exaustivas pesquisas, por ele feitas, sobre o inegável fracasso da forma de governo republicana na nossa pátria. A bem dizer, ambas as obras – sérias, profundas, oportunizando boas reflexões – proporcionarão ao leitor traçar um paralelo entre a honradez do Brasil Imperial e os desmandos tão corriqueiros no atual Brasil Republicano. 

    O conjunto dos dois livros tem o mérito de realçar o elevado espírito público do nosso último Imperador, Dom Pedro II. Sobre o período monárquico cumpre-nos acrescentar que durante muito tempo, a historiografia oficial brasileira escondeu o fato de que, nos reinados dos imperadores Dom Pedro I e Dom Pedro II, nossa pátria passou por um grande surto de progresso.

Sobre o primeiro volume
    Um rápido comentário se faz necessário sobre o livro anterior do Dr. Francisco Luiz Soares (“A Maldição do Imperador”).  Após a segunda metade do século XIX, o Governo Imperial Brasileiro fez grandes investimentos na construção de estradas e melhoria dos nossos portos, favorecendo o escoamento dos produtos agrícolas e comerciais, melhorando a comunicação entre as províncias (hoje chamadas de Estados).  Diga-se, de passagem, que nossa economia era extremamente diversificada.

   Tivemos, sob a forma de governo monárquica, uma inflação média anual de apenas 1,58%.  O Brasil, nos tempos imperiais, era considerado um país do “Primeiro Mundo”, ao lado da Alemanha, Estados Unidos e Inglaterra. Naqueles 67 anos (1822–1889), nosso país teve iniciativas de vanguarda no desenvolvimento científico e tecnológico, notadamente na construção de quilômetros de ferrovias e no pioneirismo do uso do telefone.

    Durante a monarquia, o Brasil possuía a segunda Marinha de Guerra do mundo. O nosso Parlamento era comparado com o da Inglaterra. E a diplomacia brasileira era uma das mais importantes do mundo de então. Diversas vezes, o Imperador Dom Pedro II foi chamado para ser o árbitro de questões envolvendo a Itália, França e Alemanha. A autoridade moral do monarca brasileiro era comparada à do Papa.

   O atual Chefe da Casa Imperial Brasileira, Príncipe Dom Luiz de Orleans de Bragança, em 1989 (no centenário da “proclamação” da República), sintetizou o que foi o grandioso Império do Brasil. Escreveu ele, naquela ocasião: “Cem anos já se passaram, e os contrastes entre o Brasil atual e o Brasil Império só têm crescido. No tempo do Império, havia estabilidade política, administrativa e econômica; havia honestidade e seriedade em todos os órgãos da administração pública e em todas as camadas da população; havia credibilidade do País no exterior; havia dignidade, havia segurança, havia fartura, havia harmonia” ...

     Bem diferentes são os atuais tempos republicanos...


    Constrange-nos, como cidadãos e patriotas, fazer algumas comparações entre aquela fase – acima descrita – e o atual Brasil Republicano. Fica patente, nesse confronto de ações, a decência, brio, altivez, decoro e correção dos que nos governaram sob a monarquia. Já o que vemos e sofremos nos governos da República nem precisa comentar...

Sobre o segundo volume
   Falemos agora sobre a segunda obra de Francisco Luiz Soares (“A República dos Infiéis– A maldição do Imperador continua”). Ela transmite aos nossos ouvidos a lembrança do som dos carrilhões do honrado Império Brasileiro. Este segundo livro pode lembrar, também, uma passagem bíblica, aquela da “voz que clama no deserto”. Entretanto, sua leitura permite-nos colocar o dedo nas feridas das recentes “crises” governamentais, agravada hoje com a interferência de um poder sobre outro. Comprometendo a independência constitucional assegurada aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

    Mas, por outro lado, o conteúdo deste livro vem ao encontro do despertar (atualmente verificado na população brasileira) através do sentimento de indignação (que parecia ter desaparecido) mas está mais vivo do que nunca. Basta lembrar as multidões que, desde 2016 – vestidas de verde-amarelo e com a bandeira brasileira às mãos – saíram às ruas para protestar contra o descalabro das recentes administrações republicanas. Naqueles protestos, tantas vezes vimos e ouvimos o coro do povo a gritar: “Queremos o nosso Brasil de volta” ou ainda “A Nossa bandeira jamais será vermelha” ...

      Não seria isso a constatação (por parte do inconsciente coletivo) de que a República falhou irremediavelmente entre nós? Nenhum brasileiro, em sã consciência, pode afirmar – de boca cheia – que a República deu certo no Brasil. São atualíssimas, portanto, as palavras proferidas por Cristo Jesus (cf. Mateus 13, 10-17): “Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram".  

   Fica a reflexão para os dias futuros deste rico e imenso país continental, que tem tudo para dar certo. E se não atingiu esse desiderato é porque a forma de governo não vem ao encontro das aspirações populares... Como será o nosso amanhã? Não sabemos. Mas não nos custa conjecturar de que ainda existe uma força coletiva motivando a recolocarmos nos trilhos o nosso Brasil. Feito isso prosseguiremos na busca do lugar para onde nossa pátria foi escolhida – pela Divina Providência – quando, nos seus albores, chegou a ser chamada Terra de Santa Cruz. E cujo ápice de seriedade administrativa foi exatamente nos tempos do Império do Brasil. Parabéns ao Dr. Francisco Luiz Soares pela sua valiosa contribuição – através dos seus dois livros acima analisados – que mostram uma luz no fim do túnel para a crise de governabilidade que se abate sobre o Brasil, iniciada na fatídica data de 15 de novembro de 1889 e agravada, seriamente, nos dias atuais..

          Honra ao Mérito!

Armando Lopes Rafael
Historiador 
 

 

quinta-feira, 5 de março de 2020

Grande obra será construída em Crato: Centro Cultural do Cariri vai revitalizar prédio que já abrigou Seminário da Sagrada Família

 Mais um equipamento vai integrar o rol de opções culturais na região do Cariri. No dia 10 de março será aberto o certame licitatório para definir a empresa responsável pela construção do Centro Cultural do Cariri (CCC), no Crato. O valor orçado para o empreendimento é de R$ 68,4 milhões, via Secretaria da Cultura (Secult). A implantação será fiscalizada pela Superintendência de Obras Públicas (SOP).



“O Centro Cultural do Cariri comporá a Rede de Equipamentos Culturais da Secult-CE e faz parte de uma meta da Lei 16.026/2016 do Plano Estadual de Cultura para implantação de centros culturais no interior do Estado, compromisso do Governador Camilo Santana. O Centro Cultural do Cariri é também uma instituição que articula as políticas de acesso à cultura, de fomento à criação e circulação artística, de patrimônio cultural, de formação artístico-cultural e de produção do conhecimento”, explica Fabiano Piúba, secretário da Cultura.

O equipamento será construído em área que no passado pertenceu a edificações de arquitetura marcante, como o Seminário da Sagrada Família, fundado em 1948, e posteriormente, o Hospital Regional Manuel de Abreu, que funcionou de 1973 até 2014, quando foi desativado. As estruturas existentes hoje no local serão parcialmente aproveitadas para receber o Centro Cultural do Cariri , compreendendo uma área construída total de 12 mil metros quadrados (m²).

O projeto se volta a preservar o patrimônio e seu valor histórico. Para a composição do Centro Cultural está prevista a integração de três grandes áreas: o edifício antigo do hospital a ser restaurado, um novo bloco adjacente onde será construído um teatro de seis andares com capacidade para 500 lugares, e os arranjos exteriores formados por passeios, praça, parque e estacionamentos. O CCC contará com um pátio central (átrio), museu, biblioteca, teatro, residências artísticas, espaços para ensino, pesquisa, artesanato, exposições e workshops, duas áreas de estacionamento, além de um parque verde a ser revitalizado e entornos urbanizados. Há ainda a previsão de requalificação da Rua Vicente Máximo Feitosa.

“Será um centro cultural-parque de junção entre cultura e natureza, um espaço catalisador das instituições, manifestações e expressões da região do Cariri em conexão com o Ceará, o Brasil e o mundo em um contexto fértil em que estamos desenvolvendo a candidatura da Chapada do Araripe como Patrimônio da Humanidade”, conclui Fabiano Piúba.

O Centro Cultural do Cariri trará novas potencialidades de investimento ao Crato e cidades vizinhas, impulsionando de forma dinâmica a produção cultural, o turismo e o lazer pelo Interior do Ceará.


Fonte:Governo do Estado do Ceará

sábado, 8 de fevereiro de 2020

As duas últimas fotos de Dom Vicente Matos, tiradas no dia que ele deixou a cidade de Crato (*)




      O dia era 11 de junho de 1992.

      Naquela data, Dom Vicente de Paulo Araújo Matos completou 74 anos de idade. Há 37 anos residia em Crato. Primeiro, foi Bispo-Auxiliar (de 1955 a 1959). Depois, com a renúncia de Dom Francisco de Assis Pires, Dom Vicente foi  Administrador Diocesano (1959 a 1960) ou Vigário Capitular, como se chamava à época; De 22 de janeiro de 1961 (quando foi nomeado Bispo Diocesano) até 1º de junho de 1992 (quando renunciou ao bispado por problemas de saúde) foi o 3º Bispo de Crato. Depois da renúncia, ainda permaneceu em Crato até 11 de junho do mesmo mês, preparando o transporte dos seus objetos pessoais para levá-los a Fortaleza, onde fixou residência até sua morte, ocorrida em 06 de dezembro de 1998.

      Voltemos à manhã do dia 11 de junho de 1992. No alpendre do antigo Palácio Episcopal, área voltada para o grande quintal (onde hoje se ergue a Cúria Diocesana Bom Pastor), Dom Vicente Matos  (portando a vestimenta episcopal) recebeu poucas pessoas que foram se despedir dele. Depois, subiu pela última vez as escadas que davam ao seu quarto, localizado na parte superior da casa, vestiu um terno simples e iniciou sua viagem para Fortaleza.

        Como era do seu natural, Dom Vicente estava tranquilo, mas emocionado. Nos quase 600 quilômetros, que separam Crato de Fortaleza, ele deve ter rememorado os 37 longos anos vividos no Cariri. Onde continua a ser o maior benfeitor da região. Onde não deu um único passo que não fosse voltado para difundir o bem e a verdade. E onde recebeu muitas calúnias e ingratidões, as quais – por ser uma alma de escol e um homem superior – soube perdoar.

         Deus permitiu que o demônio tentasse joeirar a boa obra de Dom Vicente, igual ao trigo que, para ficar puro, tem de ser joeirado.  O sofrimento que os algozes de Dom Vicente lhe impingiram, serviu para que o terceiro Bispo de Crato se santificasse. E como “O tempo é o Senhor da razão”, hoje está sendo construída a maior avenida de Crato, a qual,  partindo do bairro Mirandão, e terminando no monumento de Nossa Senhora de Fátima, foi denominada oficialmente de Avenida Dom Vicente de Paulo Araújo Matos.

(*) Essas 2 fotos foram feitas pelo Prof. Paulo Tasso Teixeira Mendes, hoje residente em João Pessoa (PB).

Postado por Armando Lopes Rafael

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Lançamento do livro "Cidade dos meus sonhos", do Prof. João Pierre


O Prof. João Teófilo Pierre lançou neste dia 6 de fevereiro de 2020, o seu 22º livro, "A cidade dos meus sonhos". A solenidade ocorreu no Instituto Cultural do Cariri, e a apresentação foi feita pelo Prof. Armando Lopes Rafael. Confira abaixo a apresentação.


      Meses atrás, João Teófilo Pierre enviou-me e-mail, pedindo que eu escrevesse o prefácio deste seu livro “Cidade dos meus Sonhos”. Honrado pela escolha, fi-lo com alegria. Naquele prefácio – que vocês poderão ler a partir da página 17, do mencionado livro – escrevi apenas o ritual costumeiramente exigido para um prefácio: as explicações resumidas sobre conteúdo do livro; seus objetivos; além de comentários sobre a produção literária do autor.

    Agora, convocado a fazer – para esta seleta plateia – a apresentação da mesma obra, creio que devo acrescentar breves considerações adicionais sobre o Prof. João Pierre. Admiro nele a missão que se autoimpôs:  elevar e divulgar o nome de Crato, quando as oportunidades surgem. E isso não vem de agora. Há cerca de 50 anos, e para citar um único trabalho dele, à época Secretário Municipal de Cultura, João Pierre – remontando visões de passado e antevendo as do futuro – tornou realidade o Museu de Artes Vicente Leite, instituição que – até dez anos atrás – era o orgulho desta Cidade de Frei Carlos.  Portanto, o Prof, João Pierre aqui se apresenta portando experiências de vida, bem como   serviços prestados a esta comunidade.

       Relembro que João Teófilo Pierre é um homem viajado. O conhecimento de novas sociedades, com suas visões de vida, proporcionou-lhe vislumbrar novos horizontes para Crato. Ainda jovem, João Pierre foi enviado para estudar em Roma, a Cidade Eterna. Lá ele viveu alguns anos. Não conheço ninguém que tendo conhecido Roma não fique apaixonado, pelo resto da vida, por aquela cidade. 

          No entanto, foi outra a cidade que arrebatou o coração de João Pierre.  Sua paixão intensa (que perdura da juventude aos dias atuais), é por um pequeno centro urbano, localizado no interior do Ceará. Sim, este mesmo que os nossos primeiros professores nos ensinaram a exaltar como “A flor da terra do sol; o berço esplêndido dos guerreiros da "Tribo Cariri". Pois é esta mesma comunidade, também denominada de “Cratinho de Açúcar”, pelas pessoas simples das periferias e do supedâneo da Chapada do Araripe.  (Outro dia me adverti de que, nos meus tempos de criança, essa gente simples e boa, a que me referi, era chamada pela carinhosa expressão de “povinho”. Hoje, pela força da mídia, pouco confiável, diga-se de passagem, aquela expressão “povinho” foi transmudada para a grosseira palavra “povão”).

    João Pierre nos ensinou – já há algum tempo – várias lições de vida. Uma delas, a de que somos criadores da nossa própria história. Atraímos muita coisa para inserir na nossa própria vida. Se nos caminhos percorridos você encontra algo maravilhoso, ou se acha que à sua volta há muita coisa boa, será isso que você colherá nos seus dias de vida.

      Permitam-me ler um trechinho, bem pequeno, do livro: “Histórias para aquecer o coração”, de Jack Canfield, onde ele transcreve uma historinha contada por Willy McNamara”

“Um viajante, ao se aproximar de uma cidade grande, perguntou a uma mulher sentada à beira da estrada:
– Como são as pessoas nessa cidade?
(A mulher perguntou)
– Como são as pessoas no lugar de onde você vem?
– Uma gente horrível – respondeu o viajante. – Pessoas egoístas, em quem não se pode confiar, detestáveis sob todos os aspectos.
– Ah – disse a mulher –, você vai achar o mesmo tipo de gente por aqui.
O homem mal tinha se afastado quando outro viajante parou e fez à mulher a mesma pergunta, curioso sobre os habitantes da cidade.
Mais uma vez, a mulher quis saber como eram os habitantes da cidade de onde vinha o homem.
– Pessoas boas, honestas, trabalhadoras e compreensivas com os outros e com elas mesmas – respondeu o segundo viajante.
A sábia mulher retrucou:
– Pois é esse mesmo tipo de gente que você vai encontrar por aqui”.

(Até aqui palavras de Willy McNamara).

     Mas voltemos aos sentimentos nobres do Prof. João. Admira-nos como ele mantém um amor fiel a Crato. Talvez por ser a terra dos seus “primeiros alumbramentos”, utilizando essa expressão usada por Manuel Bandeira, para exaltar a cidade de Recife, cortada pelos rios, sob um céu líquido de azul.

   É tocante o amor que João Pierre tem pelo Crato. A palavra amor é velha; o sentimento, mais velho ainda. E embora desgastada pelo uso, e pela mentalidade coletiva dos tempos atuais, o amor é, no entanto, a palavra mais adequada para definirmos o sentimento que habita no coração de João Pierre, por tudo que ele faz pelo Crato.

   A exaltação de João Teófilo Pierre a nossa cidade é a temática recorrente de sua já vasta produção literária. Um amor também presente nos pronunciamentos que ele fez e continua fazendo, bem como nas suas ações mais corriqueiras. Ainda hoje, ele mantém sua casa na Rua Carolino Sucupira, onde gosta de sentir a alegria de abri-la, observa-la, e, em seguida, fechá-la, num ritual que sempre faz quando vem a Crato.

    Uma rotina como a marcar sua conduta de cidadão e do homem público que foi, quando exerceu os cargos de secretário municipal e vice-prefeito de Crato, nos anos da década 70. Corroborando ser verdade aquela frase da Bíblia – constante do Evangelho de Mateus – de que “A boca fala do que está cheio o coração.” 

   Esses bons e nobres sentimentos, tornaram-se uma característica marcante da personalidade de João Teófilo Pierre. E ele sabe repassar, com simplicidade e profundidade, tudo o que lhe vai no coração. 

    Ainda bem que João teve consciência e sensibilidade de saber que as boas palavras e os bons sentimentos não devem ser trancados dentro de si. Antes, devem ser regados para florir. E, depois de floridos, devem ser socializados com a comunidade, visando unicamente o bem desta. Sem buscar reconhecimento em troca; sem alimentar vaidades efêmeras, nem se preocupar em ouvir louvaminhas, as quais nem sempre são sinceras. João Teófilo Pierre ministra essa liturgia da cidadania, e isso lhe faz feliz.

     Continue assim, professor! Seu sermão silencioso tem observadores e, quiçá, terá seguidores neste seu sentimento afetivo e cívico por sua cidade. E para encerrar, faço minhas as palavras de Júlio Aukav, que caem como uma luva no agir do Prof. João Pierre:

“Seja idealista nos seus sonhos, continue buscando o que realmente lhe faz feliz. Tenha paz em sentimentos na plenitude que honre a razão. Seja luz numa estrada escura. Seja sol num dia sereno. Seja infinito no amanhecer de um dia especial. Tenha certeza de que são as paixões que movem o mundo e não os interesses materiais. Pois somente o amor ilumina um coração puro e idealista”.

        Honra ao mérito! Honra ao nobre professor João Teófilo Pierre.

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Lançado o livro "Rastros Sombrios", do Juiz Flávio Morais

  
Na antevéspera do feriado de 15 de Novembro, data do golpe militar que implantou a República no Brasil, ocorreu, no Instituto Cultural do Cariri–ICC, na cidade de Crato o lançamento de mais um livro focando da figura do último imperador brasileiro, Dom Pedro II. A obra romanceada, escrita pelo Juiz de Direito Flávio Morais, teve a apresentação do historiador Armando Lopes Rafael. Leia abaixo a íntegra da apresentação:
    
     “Honrou-me, sobremodo, o convite que me foi feito pelo escritor Flávio Morais, para apresentar, nesta ocasião, o seu livro “Rastros Sombrios”, a “obra-caçula” da sua já vasta produção literária. Apresentar este seu livro, no meu entender, implica em falar no autor, no livro e no enredo da obra. De forma suscinta, pois, utilizarei, por isso, três tópicos: O primeiro, sobre o escritor; o segundo, para uma análise do livro e o terceiro tópico sobre o personagem central abordado em “Rastros Sombrios”.

1 – Sobre o autor

    José Flávio Bezerra Morais, um homem de pouca idade, possuidor do vigor da juventude, veio ao mundo em 1970. Nasceu aqui pertinho, no município de Milagres.  Iniciou-se na literatura ainda na adolescência. É dotado das características exigidas a um bom escritor:  memória prodigiosa, facilidade de expressão, senso de observação e habilidades para criar imagens. Resultando numa linguagem escrita com inteligência e riqueza de detalhes, como se depreende nas entrelinhas dos vários livros que já escreveu. Desde a infância, Flávio Morais – um garoto perspicaz e curioso – foi guardando na memória as muitas histórias que lhe eram contadas e que serviriam como subsídios para muitos dos livros que viria a escrever.

     Lendo este livro “Rastros Sombrios” deduz-se que Flávio Morais está em seu pleno amadurecimento intelectual, ou seja, sabe discernir juízos de valor, conhece diferentes culturas, forma a própria opinião sobre diferentes temas.

     Flávio Morais é autor de mais de dez livros, dentre os quais:

 1 – “Milagres do Cariri”
 2 – “Histórias que ouvi contar”
 3 – “Histórias de exemplo e de assombrações”
 4 – “Sete Contos de arrepiar”
 5 – “Padre Ibiapina: Histórias Maravilhosas”
 6 – “Nas veredas do fantástico”
 7 – “A Sombra do Laço” 
 8 – “Carvão”
 9 – “Daniel Alecrim e o talismã de ébano”

          Este último livro citado foi um dos vencedores do Prêmio Rachel de Queiroz de Literatura Infantil, concurso promovido pela Secretaria de Cultura do Ceará.  Cumpre ressaltar, ainda, que o autor publicou outras obras – de teor jurídico – adentrando num terreno que ele conhece muito bem, porquanto tem como atividade profissional a Magistratura togada.
       Conclui-se, pois, que Flávio Morais é um escritor consagrado e renomado, e que muito honra o nome do nosso Cariri, mercê sua produção literária. 

2 – Sobre o livro “Rastros Sombrios”

      Nesta obra, o protagonista é o magnânimo Imperador Dom Pedro II. Os coadjuvantes, Cristóvão e Elise, um casal de namorados. Existem centenas e centenas de livros escritos sobre Dom Pedro II. Parece, pelo visto, que o “Monarca dos Trópicos” se constitui num manancial inesgotável, pois quando se pensa que o filão exauriu, eis que Flávio Morais surge com este “Rastros Sombrios”, adentrando em novo contexto ainda não explorado, dentro da multifacetada personalidade daquele que passou à História como “O Maior dos Brasileiros”. Aliás, Flávio Morais assim escreveu na página 26 desta obra:

“Dom Pedro II era um intelectual. Sempre procurou registrar cada detalhe do seu dia a dia, como governante, viajante ou estudioso. Sabia da importância que os relatos teriam no futuro, para o entendimento do seu governo e do próprio Brasil. Ao todo ele escreveu 43 cadernetas. Atualmente, esses diários fazem parte do Museu Imperial, em Petrópolis, e estão disponíveis ao público, até pela Internet. Em 2010, os diários escritos por Dom Pedro II foram considerados Memorias do Mundo pela Unesco”.

       “Laços Sombrios” aborda um assunto até agora inexplorado: o interesse do Imperador Pedro II, pela hipnose.  A "Hipnose" (palavra que vem do grego hipnos = sono + osis, do latim = ação ou processo) foi introduzida na medicina pelo médico e pesquisador britânico James Braid, nascido em 1795 e falecido em 1860. Braid inseriu essa novidade nos tratamentos médicos, acreditando que essa espécie de sono induzido levaria o paciente a facilitar ao médico–hipnotizador, as informações necessárias para formar o diagnóstico do doente, sem que este se opusesse ao que lhe fosse perguntado. 

       Essa novidade logo chegou a um dos centros médicos mais avançados da Europa: a cidade de Paris. Sabemos que Dom Pedro II tinha entre seus médicos, o renomado clínico francês Jean Charcot. Profissional da escola de Salpetriére, da capital francesa. Charcot foi professor de Freud e estudou os efeitos da hipnose em pacientes à época chamados “histéricos”. Nos seus últimos meses de vida, Dom Pedro II frequentou a escola de Salpetriére, onde se praticava a hipnose. Esta a temática principal deste novo livro de Flávio Morais, desenvolvida com talento e riqueza de detalhes. 

          Pelo que li neste “Rastros Sombrios”, e pelo que conheço da vida de Dom Pedro II, Flávio Morais inseriu – neste livro – cerca de 90% de fatos reais da vida do admirável Imperador brasileiro. E fê-lo, como consta na capa do anverso: “Com desenvoltura entre a ficção histórica e o thriller policial, onde os últimos momentos do imperador ganham vida, cor e rastro”. Mas não só. Uniu com maestria, os fatos verídicos à pequena parte romanceada, conferindo à obra uma linguagem detalhista, escrita com clareza, e num palavreado simples, que torna agradável a leitura.  

         Dir-se-ia que ao escrever sobre este fato pouco divulgado da vida de Dom Pedro II, Flávio Morais resgata da memória do magnânimo imperador um lance pouco conhecido do monarca, um fato inexplorado pelos biógrafos do Imperador. 

       O autor deste livro dá ênfase, com riqueza de subsídios, à visão de futuro de que era possuidor  o Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil (como era denominado Dom Pedro II na Constituição Imperial de 1824, a que mais durou dentre as 7 constituições que nosso país já teve, sendo as outras 6 produzidas só nos 130 anos de República). Dom Pedro II era um curioso das novidades cientificas da sua época.  O que fazia parelha ao seu reconhecido êxito nas iniciativas nos campos político e administrativo. Hoje, é unanimidade, entre os bons historiadores, que a pessoa do Imperador Dom Pedro II foi o principal fator de união na sociedade brasileira no século XIX.  Não fora ele, ao invés do país continental que temos hoje, o Brasil teria se fragmentado em diversas republiquetas insignificantes, a exemplo do que ocorreu na América Central.

3 – Sobre o Imperador Dom Pedro II

     Josemaria Escrivá, o santo-fundador do Opus Dei, disse, em certa ocasião, esta frase: 
"Verdadeiramente a crise do mundo é “crise de santos”!
     Isto é, a crise do mundo decorre do pouco número daqueles que hoje se sacrificam e oram por si e pelos outros. 

     Mutatis mutandis, podemos afirmar que a crise do Brasil atual é uma “crise de estadistas”. Esta sim, é a nossa principal crise – da qual decorrem as demais – e ela advém da ausência de boas lideranças políticas. Muitas das atuais, que pululam por aí, são carentes de elevada estatura moral, de tirocínio, de probidade e retidão. Nossos administradores têm hoje pouca habilidade e pouco discernimento, o que se reflete negativamente na administração do Estado e na gerência das questões políticas.

        Por isso, a data 15 de novembro, que ocorrerá depois de amanhã, assinalante dos cento e trinta anos de aniversário do golpe militar que implantou a forma republicana na nossa pátria, nunca foi comemorada pela população brasileira. Todos os anos, repórteres dos noticiários televisivos saem às ruas para perguntar ao povo a razão do feriado de “15 de novembro”. A grande maioria dos consultados responde simplesmente que não sabe. 

         Talvez por isso, 128 anos depois da morte do nosso último Imperador, ele ainda sobreviva   – no imaginário popular - como “O maior dos brasileiros”. O que justifica que esse soneto, atribuído a Dom Pedro II, que tem por título: “Terra do Brasil”, escrito quase ao fim da existência terrena do velho imperador, ainda comova a muitos. Permita-me ler o soneto:

“Espavorida agita-se a criança,
De noturnos fantasmas com receio,
Mas se abrigo lhe dá materno seio,
Fecha os doridos olhos e descansa.

Perdida é para mim toda a esperança
De volver ao Brasil; de lá me veio
Um pugilo de terra; e neste creio
Brando será meu sono e sem tardança...

Qual o infante a dormir em peito amigo,
Tristes sombras varrendo da memória,
ó doce Pátria, sonharei contigo!

E entre visões de paz, de luz, de glória,
Sereno aguardarei no meu jazigo
A justiça de Deus na voz da história!”

      É também, atualíssimo, o parágrafo abaixo, tirado de uma anotação escrita por Dom Pedro II, poucos dias antes da sua morte, ocorrida em 5 de dezembro de 1891, durante o seu banimento e exílio forçado, na França, que agora leio:

          “No alto de uma folha de papel escrevam a data do meu nascimento e o dia que subi ao trono; no fim, quando faleci. Deixem todo o intervalo em branco, para o que ditar o futuro; ele que conte o que fiz, as intenções que sempre me dominaram e as cruéis injustiças que tive de suportar em silencio, sem poder jamais defender-me”.

      As reminiscências, registros e manifestações de tantos memorialistas, jornalistas, escritores e historiadores, consolidaram um juízo favorável ao velho soberano, cuja atuação austera e competente marcou durante quase 50 anos a história do Brasil. Ele foi, verdadeiramente, um homem consciente da sua missão histórica, a qual exerceu com honestidade e ética. Serviu, ele e a sua Família Imperial, de arquetípicos de uma sociedade ainda em formação.

     Parabéns, Flávio Morais por seu “Rastros Sombrios”. O Sr. se houve muito bem no seu desiderato. Teve sua pena habilidosa, posta, mais uma vez, a serviço da boa literatura e de uma sadia produção cultural. Desejo ao Sr. e ao seu novo livro muitos sucessos, Ad multos anos...

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Vale a pena ver "O Mecanismo" -- por Elio Gaspari (*)

O seriado disponibilizado pela Netflix conta a história da Operação Lava Jato
    É bom negócio ver “O Mecanismo”, a série de José Padilha na Netflix. Seus oito episódios contam a história da Lava Jato até as vésperas da prisão de Marcelo Odebrecht. Eles giram em torno de dois eixos.
    O primeiro é uma novela padrão onde há sexo, traições, doenças, rivalidades, muitos palavrões e até mesmo uma menina com deficiência. A quem interessar possa: o agente Ruffo nunca existiu. Pena que ele seja um narrador do tipo “faço sua cabeça”, numa espécie de reencarnação do Capitão Nascimento de “Tropa de elite”. A agente Verena é uma exagerada composição.
   É a segunda história, a da Operação da Lava Jato, que valoriza a série. E é ela que vem provocando a barulheira contra Padilha. A ex-presidente Dilma Rousseff (Janete Ruskov na tela) acusa “O Mecanismo” de duas fraudes.
    Jogaram para dentro do consulado petista a operação abafa que decapitou as investigações das lavagens de dinheiro do caso Banestado, ocorrido durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. (Há uma referência a “dez anos depois”, mas ela ficou embaralhada.) Noutro lance, puseram na boca de Lula (Higino, igualzinho ao original, graças ao ator Arthur Kohl) a frase “é preciso estancar a sangria”, do senador Romero Jucá. Também não há prova de que “Higino” tenha pedido a “Janete” para trocar a direção da “Polícia Federativa”.
     A narrativa do caso será útil para muita gente que perdeu o fio da meada da Lava Jato. Essa é a razão pela qual é melhor ver a série do que não vê-la. A Lava Jato fez um memorável serviço de faxina e hoje parece banalizada, o que é uma pena. O câncer de que fala o agente Ruffo estava lá e ainda está. Entrou areia no mecanismo das empreiteiras, mas ele funciona em outras bocas.
      Num primeiro momento, Padilha explicou-se: “O Mecanismo” é uma obra-comentário, na abertura de cada capítulo está escrito que os fatos estão  dramatizados. Se a Dilma soubesse ler, não estaríamos com esse problema”.
      Seja lá o que for uma “obra-comentário”, Dilma sabe ler, e essa explicação tem o valor de um balanço de empreiteira. Seria como se o diretor Joe Wright, de “O Destino de Uma Nação”, atribuísse a trapaça que fez com Lord Halifax a uma licença cinematográfica. Num comentário posterior, Padilha disse que expôs a corrupção do PT e do MDB. É verdade, pois o vice de Dilma chama-se “Themes” e foi posto no jogo. O tucano Aécio Neves também está no mecanismo: “Se o ‘Lúcio’ vence a eleição, breca isso na hora”. O procurador-geral Rodrigo Janot ficou por um fio. Padilha pegou pesado ao mostrar os pés dos ministros do Supremo entrando numa sessão enquanto Ruffo fala nas “ratazanas velhas” de Brasília. A dança dos presos comemorando uma decisão do STF também foi forte, mas, como se viu há pouco, o Supremo decide, e réus festejam.
       Padilha bateu num caso histórico. A série é dele e fez o que bem entendeu, mas a trama novelesca e as catilinárias de “Ruffo” tiraram-no de outro caminho, o de uma série e de um filme recentes. “The Crown” é factualmente impecável e mexeu com os mecanismos da Casa de Windsor. “A guerra secreta” não precisou demonizar Richard Nixon para contar a história da briga do “Washington Post” pela publicação dos “Papéis do Pentágono”. Nos dois casos, não houve novela paralela, pois o recurso não era necessário.

(*) Elio Gaspari opiniao@opovo.com.br Jornalista

Lula admite a aliados que está fora das eleições



Ex-presidente passou o dia no sindicato dos metalúrgicos e evita assistir a julgamento na TV; clima vai da descontração a abatimento após resultado

Pouco depois do voto decisivo da ministra Rosa Weber, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou, resignado, com um grupo restrito de pessoas que acompanhavam com ele o julgamento de seu pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF): “não iam dar o golpe para me deixarem ser candidato”. A frase foi interpretada por dirigentes e lideranças petistas como uma admissão de que está fora da disputa eleitoral, embora o PT publicamente insista em manter o discurso sobre a manutenção da candidatura à Presidência, mesmo que o ex-presidente vá para a cadeia. “Isso foi para tentar tirar o Lula da eleição, mas podemos registrar a candidatura dele, mesmo preso. Acredito que Lula vai ficar pouco tempo na prisão”, afirmou o deputado estadual José Américo Dias (PT).

Enquanto isso, petistas começaram a postar nas redes sociais a hashtag # LulaValeALuta. O objetivo é evitar que o desânimo com a derrota no STF contamine a militância e o eleitorado do petista.

O abatimento tomou conta das cerca de 500 pessoas que lotavam o salão principal do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC logo depois do voto de Rosa. Antes, a cada intervalo, os apoiadores de Lula dançavam, faziam batucadas ou se manifestavam em defesa do petista. Depois, ficaram em silêncio durante vários minutos, até que a organização tocou nos alto-falantes a música tema das caravanas de Lula. Muitos foram embora.

+++Suspense até o final marca voto de ministra

Segundo relatos, o clima também ficou pesado no segundo andar do sindicato, onde o petista passou o dia ao lado de apoiadores. Entre eles, estavam a presidente cassada Dilma Rousseff, os governadores Wellington Dias (PI), Tião Viana (AC) e Fernando Pimentel (MG), além do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad.

Conforme pessoas que estavam no segundo andar, o clima descontraído estimulado pelo próprio Lula durante todo o dia foi substituído pela tensão à medida em que Rosa proferia seu intrincado voto.

Até então, Lula tentava demonstrar tranquilidade. Posou para fotos, recebeu ex-colegas da direção do sindicato na década de 1970, contou histórias sobre as greves de 1978, 1979 e 1980, elogiou o golaço de Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, e demonstrou otimismo ao dizer que o Corinthians vai vencer o Palmeiras por 2 a 0 na final do Campeonato Paulista.

+++Início da pena de Lula ainda depende de recursos, dizem juristas

O petista passou a maior parte do tempo em uma sala reservada, sem TV, ao lado de Dilma e aliados mais próximos. Ele era informado sobre o andamento do julgamento por assessores. Nos poucos momentos em que esteve na frente do aparelho de TV, não prestou atenção. “Não vou acompanhar isso aí”, disse.

Nesta quinta-feira, 5, a direção nacional do PT se reúne, pela manhã, para traçar as estratégias daqui para a frente. À tarde, a cúpula do partido em São Paulo também deve se encontrar para definir uma manifestação na cidade. A ideia é denunciar supostas arbitrariedades no processo que condenou Lula e mostrar que o ex-presidente sofreu um julgamento político.

Fonte: O Estado de São Paulo
Via Blog do Crato



domingo, 22 de janeiro de 2017

Devotos da Mãe das Dores celebram Centenário da primeira paróquia de Juazeiro do Norte

Programação festiva contou com procissão pelas ruas da cidade e encerramento com Missa de Ação de Graças pelos 100 anos da primeira paróquia da Terra do Padre Cícero. 

Fonte: Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores/ Fotos: Rozélia Costa e Patrícia Silva 
O município de Juazeiro do Norte viveu um momento histórico na noite de 6ª feira (dia 20). O Centenário da Paróquia de Nossa Senhora das Dores reuniu milhares de pessoas de vários estados do Nordeste. Bispos, sacerdotes, diáconos, seminaristas, agentes de pastorais, autoridades, paroquianos e romeiros participaram da programação festiva, a qual contou com procissão pelas ruas da cidade e encerramento com Missa de Ação de Graças pelos 100 anos da primeira paróquia da Terra do Padre Cícero.
O sol se despedia quando os devotos de Nossa Senhora das Dores e do Padre Cícero se reuniram no largo da Capela do Socorro para o início da procissão. No cortejo, o carro-andor com a imagem primitiva de Nossa Senhora das Dores e do Padre Cícero Romão foi conduzido pelos fiéis em clima de oração, alegria e devoção. As demais paróquias da cidade também participaram do momento com as imagens de seus respectivos padroeiros, representando assim a unidade entre a devoção à padroeira de Juazeiro e as demais devoções presentes na história do município.
A procissão foi acolhida, em clima de festa, na Praça dos Romeiros, localizada na Paróquia de Nossa Senhora das Dores – Basílica Santuário, onde o bispo da Diocese de Crato, dom Gilberto Pastana de Oliveira, presidiu a Santa Missa em Ação de Graças pelo Centenário. A celebração foi concelebrada pelo bispo emérito de Crato, Dom Fernando Panico; pelo bispo da Diocese de Sobral, Dom José Luiz Gomes de  Vasconcelos; pelo bispo auxiliar da Arquidiocese de Fortaleza, dom Rosalvo Cordeiro e pelo bispo emérito de Palmares (PE) e atual Administrador Apostólico da Arquidiocese da Paraíba, dom Genival Saraiva de França.

Passeio pela história 
 Dom Gilberto Pastana coroa a imagem primitiva de Nossa Senhora das Dores, adquirida pelo Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro e que pontificou na capelinha construída em 1827 até a chegada da nova imagem adquirida pelo Padre Cícero em 1875.

Durante sua homilia, dom Gilberto Pastana de Oliveira fez memória da história da Paróquia de Nossa Senhora das Dores ao longo destes 100 anos, enfatizando a importância da mesma para a cidade de Juazeiro e para a Diocese de Crato. As palavras do bispo diocesano fizeram um verdadeiro passeio na história de Juazeiro.  A conferir:

“O trabalho de estudar e reescrever a história  da Paróquia de Nossa Senhora das Dores, de Juazeiro do Norte, nos traz a constatação de que esta criação foi uma conquista difícil para o Povo de Deus residente na Terra do Padre Cícero. Por conta do episódio que se convencionou chamar de “Milagre da Hóstia”, ocorrido em 1889, o qual não foi aprovado pelas autoridades da Igreja, levou a Santa Sé a enviar de Roma, para o Bispo de Fortaleza, uma recomendação, com data de 17 de fevereiro de 1898, onde constava:
“O Bispo de Fortaleza deveria providenciar o quanto antes um vigário para cuidar da cura das almas de Juazeiro. Deveria ser um sacerdote prudente, com residência na sede da freguesia e, portanto, em Juazeiro”.
                No entanto, por motivos diversos, essa determinação do Vaticano só foi cumprida em janeiro de 1917, quando já havia sido criada e instalada a Diocese de Crato. Deve-se, portanto, ao primeiro bispo de Crato, Dom Quintino, o atendimento desse pedido, o anseio maior da população de Juazeiro do Norte, que era de possuir a sua sonhada paróquia.
              Nunca é demais recordar, o que consta no livro “O Padre Cícero que eu conheci”, da educadora e historiadora Amália Xavier de Oliveira, de saudosa  memória:  “De 1889 até 1917, a população católica de Juazeiro do Norte ficou sem assistência religiosa. E mesmo assim perseverou na fé! De início, para a confissão, assistência à missa e outras solenidades católicas, grupos de pessoas se dirigiam, a pé, até a vizinha cidade de Crato. Ao assumir a recém-criada Diocese de Crato, em 1º de janeiro de 1916, Dom Quintino determinou ao Vigário de Crato, monsenhor Pedro Esmeraldo, que dedicasse o terceiro domingo de cada mês, vindo até Juazeiro para confessar, celebrar, batizar e administrar outros sacramentos.
       Em 22 de dezembro aquele ano, Dom Quintino fez sua primeira visita pastoral ao município de Juazeiro. A cidade em peso foi às ruas aguardar a chegada do novo bispo, que vinha de Missão Velha, a cavalo. Antes de terminar a visita pastoral uma comissão de notáveis juazeirenses visitou Dom Quintino e pediu a criação da Paróquia de Juazeiro do Norte. Dom Quintino prometeu atender ao pedido. E cumpriu a promessa”.
        O decreto de criação foi assinado há exatamente cem anos. E de lá para cá, a influência da Igreja Católica foi consolidada como a principal característica desta cidade.
         Ao longo deste século, Juazeiro cresceu e ganhou mais 11 paróquias. E a centenária Paróquia de Nossa Senhora das Dores possui um histórico de evangelização, que se espalha hoje por todo o Nordeste brasileiro. Milhares de romeiros do semiárido nordestino – e até de outras regiões brasileiras – para aqui vêm em romarias. A devoção a Nossa Senhora das Dores, por conta disso, cresceu no espaço territorial que se convencionou chamar de “Nação Romeira”.
           A comemoração do centenário de existência da Paróquia de Nossa Senhora das Dores possibilita o amadurecimento e fortalecimento dos fiéis, despertando um maior compromisso desse povo cristão no resgate e prática da nossa fé católica.
           Hoje, com imensa gratidão ao Deus Uno e Trino, a Nossa Senhora das Dores, aos bispos e padres que prestaram serviços a esta paróquia e à cidade de Juazeiro do Norte,  ao Povo de Deus que perseverou na fé apesar de tantas dificuldades, externamos o nosso júbilo pelos cem anos de caminhada e por fazermos parte desta história.
         Celebramos, com imensa alegria,  este tempo de renovação da nossa fé, de compromisso missionário evangelizador, da realidade de vermos o Padre Cícero reconciliado com a Igreja a quem ele sempre foi fiel.
          Por tudo isso, renovamos – neste momento – ao Deus Altíssimo, Onipotente e Bom Senhor, o louvor, a glória e a honra para sempre. Amém”.
Altar da Missa do Centenário da Paróquia de Nossa Senhora das Dores

Fonte: Site da Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores, de Juazeiro do Norte.
             

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Saudação feita a Dom Fernando Panico, pelo Pe. Acúrcio de Oliveira Barros, durante a missa comemorativa ao 70º aniversário natalício do Bispo de Crato, em 27 de dezembro de 2015

Deus da Vida e Misericordioso, neste dia em que celebramos a festa da Sagrada Família, não por coincidência, mas por providência, quiseste que celebrássemos a festa da vida do nosso amado pastor diocesano, D. Fernando Panico.
Pai amado, o que é ser pastor numa diocese?
Teu Filho Jesus nos ensinou que ser pastor em primeiro lugar é ser humano. Alguém que vive os mesmos dilemas que qualquer membro da comunidade cristã vivencia. É viver a vida com graça, mesmo quando as circunstâncias são adversas.
Ele nos ensinou que ser pastor é ter a consciência de que foi escolhido por Deus, para fazer parte do grupo que exerce o mais excelente ministério (1Tm 3.1) na Igreja. É fazer parte do grupo que desiste dos seus sonhos profissionais e de sua carreira para sonhar os sonhos que o Senhor traçou para sua própria vida.
Aprendemos que ser pastor é doar-se aos demais. É ser uma pessoa aberta e sempre acessível aos seus irmãos e também ao seu próximo. Isto implica muitas vezes ter que abdicar de horas de sono. É necessário em muitos casos, vencer o seu cansaço para poder ajudar alguém ou até mesmo ter uma palavra amiga para uma pessoa aflita ou alguém que está em sofrimento.
Ser pastor, ò Pai, é ser teu mensageiro. Anunciador da boa nova. É ser uma voz que clama com ousadia. Muitas vezes, a mensagem será dura, outras, promoverá conforto e consolo. Aprendemos com Jesus que ser pastor é ser voz testemunhada e nada, além disto.
Ser pastor é ser guia. O pastor segue o caminho antes dos demais. Orienta os seus irmãos e mostra-lhes qual o caminho que deve ser seguido. Isto significa que, enquanto todos estão em segurança, muitas vezes o pastor está a percorrer o pântano tenebroso para poder conduzir o rebanho ao qual serve em segurança (Sl 23.4). Ele não abandona os seus, está presente na hora da angústia a guiá-los em segurança.
Pai amado, Jesus nos ensinou, ainda, que ser pastor é chorar em silêncio. É sofrer sozinho. É ser alguém que tira forças de onde muitas vezes parece que já não existe nenhuma para poder fortalecer os que em sofrimento lhe procuram. É alegrar-se com os que se alegram, esperançar-se com os que tem esperança e chorar com os que choram (GS 1).
Isso mesmo, Deus de bondade, hoje nossa amada diocese de Crato. Celebra o dia do nascimento do seu pastor, ou melhor, do pai, do patriarca, do doutor na fé, do guardião do humanismo, daquele que é sinal da unidade na nossa Igreja Diocesana.
Ó glorioso e bom Senhor, aqui estamos nós, presbíteros da Igreja de Crato, em comunhão com o nosso pastor, que é o pai e nós os filhos, formamos uma família. Essa família hoje está em júbilo, rezando, louvando, bendizendo o teu nome, pela vida de D. Fernando. Mas ao mesmo tempo, Pai querido, queremos nos deixar interpelar pelo imperativo do amor. Na segunda leitura (Cl 3, 12-21) desta Eucaristia, vimos que a dimensão do amor deve brotar dos gestos de todos os que vivem “em Cristo” e aceitaram ser Homem Novo. Esse amor deve atingir, de forma mais especial, todos os que conosco partilham o espaço familiar deste presbitério, e deve traduzir-se em atitudes de compreensão, de bondade, de respeito, de partilha, de serviço, de obediência, de comunhão.
Pai do céu e da terra, nós presbíteros da Diocese de Crato, movidos pelo grande amor a D. Fernando, e estimulados pelo Jubileu da Misericórdia, queremos pedir-te perdão pelas vezes que, nós sacerdotes, não fomos fiéis à tua Palavra, pelas vezes que nos faltou humildade para vivermos aquela comunhão bíblica, de presbíteros em torno do nosso, D. Fernando Panico. Esse nosso pecado, Senhor, não é por ausência de amor, mas por negligência humana.
Por outro lado, o teu Filho unigênito, Jesus Bom Pastor, ensinou-nos a pedir perdão aos que ofendemos. Por isso, nesta oração de ação de graças, pelos 70 anos de vida de nosso pastor diocesano; pedimos, de joelhos: perdão, D. Fernando, pelas vezes que nossas atitudes, causaram-lhe dor e sofrimento. Repito, amado D. Fernando, não agimos por maldade, mas por fragilidade, perdoe-nos pelas nossas fraquezas de filhos.
Obrigado Senhor, pela vida de nosso caríssimo D. Fernando. Obrigado, Pai do céu, por teres nos presenteado um pastor-pai, que significa doação, resignação, oferenda, presteza, ternura, enfim, significa sabedoria no pastoreio.
Mãe da Penha, nós teus filhos, aos teus pés, rogamos, que tu como rainha dos apóstolos, continues concedendo, ao nosso pastor, a mística, de Jesus teu Filho, o Bom Pastor. Assim como ensinastes a Jesus os caminhos de Jerusalém, continues a ensinar a D. Fernando os caminhos da Jerusalém celeste que passa pelas periferias existenciais. E a nós, presbíteros, desta amada Diocese de Crato, ajuda-nos, ò Mãe Santíssima, a testemunharmos aquilo que tu nos ensinastes: humildade (Lc 1,48), obediência (Lc 1,38), confiança (Jo 2,5), abertura (Lc 2, 34), disponibilidade (Lc 1,39), fidelidade (Jo 19, 25) e interioridade (Lc 2, 19.51). Assim, Mãe da Penha, seremos, contigo, sempre mais, nesta igreja particular, um só rebanho e um só pastor. E será seguindo os teus passos e ensinamentos que encontraremos teu filho no meio dos homens, sobretudo dos pobres, dos humilhados e dos marginalizados.
Muito obrigado, Trindade Santa; muito obrigado nosso D. Fernando, pelo que o Sr. significa para nós. Parabéns pelos seus 70 anos. Aceite o nosso mais terno e filial abraço de filhos em júbilo pelo dom da sua vida!
Amém!!!

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Jornalismo Cultural > Cariri

AURORA EM NOTÍCIAS > Secretaria de Cultura promove reunião com vistas a criação da nova Banda de Música
Após a aprovação do projeto de lei que cria e municipaliza a Banda de Música local o secretário de cultura e turismo professor José Cícero se reuniu na tarde da última quinta-feira( dia 1º de maio) na sede da Secult com todos os músicos que irão compor a nova banda Sr. Menino Deus de Aurora (fotos acima).
Na pauta, a apresentação do Projeto, o regimento interno, os 28 novos instrumentos musicais recém adquiridos pela prefeitura, além da decidão para a  criação da escola de música que homenageará o maestro Esmerindo Cabrinha.
Secretário de cultura José Cícero
O secretário apresentou ainda  as principais diretrizes que nortearão o funcionamento da banda que, conforme explicou, deverá está funcionando num primeiro momento no prédio da antiga estação ferroviária que irá ser devidamente recuperado e em seguida, após as obras de revitalização do casarão do Cel. Xavier deverá ser transferida para o novo local, isto é, o centro cultural Aldemir Martins no centro da cidade, ao lado da matriz.
Noventa e nove por cento dos músicos aurorenses estiveram presentes ao encontro, alguns que se encontravam viajando mandaram seus representantes.  O regente da nova banda de música será o professor Damião Tavares que na ocasião teceu elogios a iniciativa do prefeito Adailton Macedo e do seu secretário de cultura quando a criação, apoio, resgate e municipalização da banda. 
O prefeito em face de outros compromissos não pode participar deste primeiro encontro acerca da criação da banda que deverá está sendo lançada e inaugurada oficialmente em julho dentro da programação do encontro dos filhos e amigos de Aurora AFA.
"Vamos redobrar nossos esforços no sentido de que possamos tão logo fazer o lançamento da banda, quem sabe em julho por ocasião da festa da AFA que acontece em parceria com a gestão municipal", disse o secretário. Além da escola Esmerindo Cabrinha, disse ele, também iremos recriar o grupo de flauta mirim e quem sabe, um pouco mais  a frente, abrir espaço para o ensino de violão e teclado. 
As inscrições para a escola de música serão abertas em breve na sede da secult-Aurora, completou.
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Prefeito Adailton Macedo inaugura monumento comemorativo aos 190 anos da passagem  e prisão de Frei Caneca em Aurora.

Na manhã da última quinta-feira - 1º de maio, feriado  internacional do trabalho - foi inaugurado no sítio Juiz região de Ingazeiras a 21 km da sede de Aurora o Obelisco em homenagem  à Frei Caneca, um dos líderes da Confederação do Equador que ali foi preso em novembro de 1824 após confronto contra as tropas do Império.
Estiveram presentes à solenidade, além do prefeito Adailton Macedo,  os secretários de cultura e turismo José Cícero, de saúde Gean Passos, dos transportes Jussier Alves, de Ação Socail Bernadete Gonçalves, como ainda o ex-prefeito João de Zeca, a secretária de cultura de Lavras da Mangabeira Cristina Couto, Ruy Gabriel e o presidente da Academia Lavrense de Letra professor Jeová. Como também professores, estudantes, diretores de escolas e representantes do distrito de Ingazeiras e comunidades circunvizinhas. Além do presidente do sindicato da acgricultura familiar Alexandre Alves e várias autoridades convidadas.
Na abertura aconteceu a apresentação da dupla de repentistas da terra, os irmãos Alex da oitiçica  e Edivânia Luna.
O monumento foi edificado pela secretaria de cultura local sob os auspícios da gestão municipal no sentido de assinalar os 190 anos da passagem do revolucionário pernambucano pelo território aurorense que seguia em direção ao Crato. No Juiz de Aurora Caneca foi preso com cerca de 600 revoltosos sendo reconduzido ao Recife onde um ano depois foi fuzilado, juntamente com outros companheiros, inclusive com execuções em Fortaleza, a exemplo do célebre padre Mororó. Sendo o fim do movimento libertador que envolveu rebeldes de Pernambuco, Paraíba e Ceará.
A iniciativa conforme o secretário José Cícero, tem o propósito de difundir e resgatar junto a nova geração uma das mais importantes páginas da história do Brasil que por quase dois séculos se manteve escondida. Frei Caneca portanto, enfatizou ele; 'é um dos heróis mais autênticos da nossa história, assim como a confederação do Equador  se constituiu num dos mais belos e significativos movimentos de libertação revolucionária do nosso país entre os 16 ocorridos só no Nordeste, sobretudo pelos ideais que defendia e pelo feito eminentemente popular', finalizou o secretário.
Tanto o prefeito Adailton, quanto a secretária Cristina de Lavras, durante suas falas também ressaltaram o caráter  pioneiro e simbólico da iniciativa como fatores de reconhecimento cívico e histórico do passado de lutas do Brasil.
Capitaneado pela secretaria lavrense em parceria com a gestão de Aurora, Sousa na Paraíba e a Assembleia Legislativa do Ceará dentre em breve será produzido um documentário sobre a passagem de Frei Caneca por esta região. Oportunidade em que serão feitas filmagens em todo o percurso feito no século XIX por Caneca por toda a região.
Ao som de tradicionais pifeiros regionais ocorreu o encerramento do ato público quando foi servido um lanche a todos os presentes.
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Da Redação do Blog de Aurora e da Secult.
Fotos: Adriano de Sousa Anão.
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Foto Intrigante é feita por jovens às margens do Rio Salgado em Aurora

Foto com imagens estranhas: ver as partes circuladas

Fotografia feita nas margens do Salgado vem chamando a atenção e a curiosidade de internautas

Sempre que o rio Salgado enche logo se transforma de vez num verdadeiro ponto de atração. Um autêntico cartão-postal de Aurora, município onde percorre cerca de 42  km do seu território e praticamente divide a cidade ao meio. 
Alguns não se contentam apenas em registrar sua beleza de modo fotográfico, mas arriscam, inclusive, um bom banho e um mergulho como nos velhos tempos em que o "rio do Cariri" era mais romântico e mais saudável.
Atualmente  com a popularização dos aparelhos celulares munidos de câmaras, fotografar a beleza natural do velho rio tem se transformado numa verdadeira febre pela população. De forma que, diversas imagens do rio aurorense tem sido postadas todos os dias nas redes sociais, principalmente no Facebook e mídias afins. 
Foto da enchente do Rio Salgado em Aurora - CE.
Mas, uma imagem em especial feita na tarde do último domingo tem chamado a atenção pela presença de um detalhe no mínimo estranho e pra lá de inusitado. Pelo menos é o que acham todos os que já viram e comentaram a foto publicada inicialmente na internet(facebook).
Depois de tirar diversas fotografias às margens do rio num local entre o sítio Santa Bárbara e o Poço do meio(atrativo natural) já nas proximidades da sede(Alto da Cruz) a jovem Francisca Patrícia se assustou quando ao chegar em casa viu o que havia aparecido na foto que fizera ao lado de um outro amigo. Uma pessoa estranha ao ambiente apareceu no registro fotográfico, quando na imagem é possível se ver partes do seu corpo. (Ver foto 1ª acima). Outros registros acerca do tal acontecimento ainda não foram disponibilizados.
Equipe entrevista jovem da foto
Reportagem do Blog de Aurora entrevista principal protagonista do fato:
Com vistas a checar a veracidade do fato a equipe da secretaria de cultura(Secult)  e do Blog de Aurora(foto ao lado) compareceu na manhã desta terça-feira(15) à residência da jovem Patrícia com o fito de confirmar toda a história. Além de verificar in loco a imagem original feita via celular que, aliás, conforme avaliou a equipe, parece demonstrar não ter havido nenhuma montagem ou qualquer outro tipo de artifício sensacionalista.
POSSIBILIDADES EXPLICATIVAS:
 
Prof. JC e equipe durante entrevista
De acordo com o editor do Blog de Aurora o professor José Cícero, (caso não seja um fato simples) há duas possibilidades de se explicar razoavelmente o acontecimento. A primeira seria por meio  da parapsicologia sob a ótica da chamada projeções mentais sugestionadas ou pela dupla fotografada ou pelo próprio indivíduo que realizou a imagem.  
A outra, seria pela visão Espírita com outros desdobramentos de pessoas já desencarnadas com ou sem ligação direta com os envolvidos nas imagens. No entanto, ressaltou, que o fato necessitaria de uma análise mais profunda, criteriosa e acurada, principalmente por parte de especialistas em ambos os assuntos, concluiu.
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Da redação do Blog de Aurora
Aurora - CE.
fotos: anexas Jean Charles
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e no Orkut e  Facebook.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Cariri Cangaço voltará invadir Aurora

O Cariri Cangaço volta ao município de Aurora neste mês de setembro.

O evento chega a sua III Edição e será realizado no próximo dia 20 no auditório da Escola Estadual de Ensino Profissional  Leopoldina Gonçalves Quezado(Araçá).
A secretaria municipal de cultura e turismo (Secult) de Aurora está ultimando os preparativos com vistas ao evento.
O Cariri Cangaço chegou pela primeira vez em Aurora em 2010, na época o tema do seminário foi:"Os 83 anos da passagem de Lampião e seu bando pelo território aurorense".
" A trama da Ipueiras dAurora com vistas à invasão de Mossoró" foi tema da segunda edição em 2011. Este ano, o tema será: "Marica Macedo do Tipi: Sertaneja dAurora, matriarca do Cariri".
O Secretário Municipal de Cultura e Turismo, José Cícero ao lado de Manoel Severo Curador do Cariri Cangaço esperam lotar as dependências do auditório da escola com aficionados, visitantes, convidados, bem como a presença marcante da população aurorense.
Fonte: http://blogdopaulosergiodecarvalho.blogspot.com.br/2013/09/cariri-cangaco-voltara-invadir-aurora.html ...
www.blogdaaurorajc.blogspot.com
www.seculteaurora.blogspot.com